Spring-Vegetable Paella | Meatless Monday


Este fim-de-semana fui comprar uma coisa que já andava a namorar há uns tempos: uma paella (ou paellera). Basicamente, trata-se de uma frigideira rasa e grande, com duas pegas, cujo formato favorece o cozimento do arroz por igual.

A paella é um prato à base de arroz, típico da gastronomia espanhola e que tem as suas raízes na comunidade de Valência. O ingrediente que mais caracteriza a paella é o açafrão, que lhe confere aquele tom amarelado.

Depois da ida do costume ao Mercado Biológico do Príncipe Real, no sábado de manhã, fui para casa preparar esta paella primaveril, cheia de cor e de sabor.


Paella Primaveril | Spring-Vegetable Paella
Sem glúten
(Serve 2 a 4 pessoas)
Tempo de preparação: 45 minutos


Ingredientes
2,5 chávenas de Caldo de Legumes
2 colheres de chá de Açafrão
1 chávena de Arroz integral
1 Cebola média, cortada em finas meias luas
2 dentes de Alho, picados
200 a 300 gramas de Cogumelos frescos, fatiados
Duas mãos cheias de Ervilhas
1/2 Pimento Vermelho, cortado em tiras finas
1/2 Pimento Amarelo, cortado em tiras finas
1/2 Pimento Verde, cortado em tiras finas
3 Tomates maduros, cortados em gomos
Uma mão cheia de flores de Bróculos
Um fio de Azeite Extra Virgem
Pimenta moída na hora, a gosto


Preparação:

Fazer o caldo de legumes com antecedência. Juntar o açafrão ao caldo e mexer bem. Reservar.

Cozer a vapor as ervilhas e os bróculos. Reservar.

Numa frigideira rasa e grande (paella/paellera), juntar a cebola e o alho e regar com um fio de azeite. Levar ao lume médio e saltear ligeiramente. Entretanto, juntar as três variedades de pimento e o tomate e deixar fritar até o pimento ficar macio. Juntar os cogumelos e deixar cozinhar uns minutos.

Juntar o arroz e as ervilhas e mexer. Deitar parte do caldo de legumes e deixar cozer em lume brando. Acrescentar caldo à medida que o arroz for absorvendo a água.

Quando o arroz estiver quase pronto (5 a 8 minutos antes), juntar os bróculos. Temperar com pimenta moída na hora, a gosto.


Hambúrguer de Bróculos no Forno (sem glúten) | Desafio Gluten-Free Living


A Primavera chegou. Um pouco tímida, mas chegou.
Não tenho estações do ano preferidas. Gosto de todas, cada uma à sua maneira, cada uma com as suas particularidades. A Primavera é época das flores, dos dias bonitos e solarengos, das temperaturas amenas. É também a despedida do Inverno. E a preparação para o Verão. Uma estação intermédia, sem extremos, que convida a passeios longos lá fora, a almoços na varanda e a conversas na esplanada.

A receita de hoje sabe a Primavera. Bonita, solarenga e de temperatura amena. Só lhe falta as flores...

Hambúrguer de Bróculos no Forno
sem glúten
Faz 4 hambúrgueres
Tempo de preparação: 60 minutos


Ingredientes
1/3 cup/chávena de Arroz Integral cozido
1 pé grande de Brócolos
2 colheres de chá de Azeite Extra Virgem
1 Cebola grande, às rodelas
1 a 2 colheres de chá de Cominhos em pó
400 a 500 gramas de Grão de Bico, cozido
1 colher de sopa de Tahini (pasta de sementes de sésamo)
1/2 cup/chávena de pão ralado de milho (sem glúten)
Sal Marinho com ervas aromáticas
Pimenta Preta, moída na hora



Preparação:

Cortar os talos dos bróculos e cozê-los a vapor, até ficarem tenros.

Numa frigideira, aquecer o azeite em lume médio e juntar a cebola às rodelas, mexendo ocasionalmente, por 3 a 5 minutos. Desligar o lume, juntar os cominhos e mexer.

Num processador de alimentos, colocar o arroz integral cozido, a cebola temperada com cominhos, o grão de bico e o tahini. Temperar com uma pitada de sal marinho com ervas aromáticas e pimenta preta moída na hora. Triturar.

Transferir a massa para uma tigela grande e juntar o pão ralado de milho (sem glúten). Envolver bem.

Moldar os hambúrgueres e colocá-los num tabuleiro de ir ao forno, revestido com prata.

Levar ao forno pré-aquecido, aproximadamente 40 minutos, a 200º, ou até a crosta dourar. Deve virar os hambúrgueres a meio do tempo.

(Sugestão)
Servir os hambúrgueres num pão chapata de farinho de milho ou num pão de hambúrguer de arroz e milho com sementes de linhaça.

Guarnecer com umas folhas de espinafres, rodelas de tomate e cebola caramelizada (receita aqui).

Migas de Grelos e Feijão Frade | Mercado Biológico do Príncipe Real

Grelos no Mercado Biológico do Príncipe Real

Mercado Biológico do Príncipe Real

Um dos meus planos preferidos para as manhãs de sábado é a ida ao mercado biológico do Príncipe Real. Chegar cedo (o mercado abre às 8h) e aproveitar para dar um passeio a pé pela Baixa, Bairro Alto e Príncipe Real (para mim, uma das zonas mais bonitas da cidade) antes de ir ao mercado. 

É uma das coisas que mais gosto em Lisboa. As manhãs na cidade. Principalmente quando a Primavera se aproxima, e os dias convidam a passeios mais longos, cheios de luz. É uma rotina que não dispenso. E a melhor forma de começar o fim-de-semana.

O mercado biológico do Príncipe Real realiza-se todos os sábados, das 8h às 14h, na orla poente do Jardim do Príncipe Real. 

Banca no Mercado Biológico do Príncipe Real

O mercado não é grande (deve ter entre 7 a 8 bancas), mas é um dos mais bonitos de Lisboa.
Os produtos são sempre muito frescos, e prima pela variedade. Aqui apetece levar tudo. Os cheiros, as cores, o aspeto bonito e fresco dos vegetais e das frutas. A simpatia dos vendedores, que nos ensinam com orgulho como cozinhar os produtos. 

Foi aliás aqui que aprendi a fazer um dos melhores patês de sempre, com Tomatillos.
Para quem não conhece, o Tomatillo (Physalis philadelphica ou Physalis ixocarpa), que também pode ser chamado de tomate mexicano ou tomate de casca, é uma planta que pode ultrapassar 1 metro de altura. Os seus frutos assemelham-se a pequenos tomates e são envolvidos por uma casca de textura semelhante a papel. São muito usados na cozinha mexicana, em molhos e em conservas. Os frutos maduros são geralmente verdes, mas também há plantas com frutos de cor amarela, vermelha e roxa.

São semelhantes à Physalis, mas mais amargos, e por isso mais usados para receitas salgadas.

Tomatillos do Mercado Biológico do Príncipe Real

Este sábado não consegui chegar cedo, tive de riscar do plano o passeio, e fui diretamente ao mercado. 
Como sempre, enchi os meus sacos ecológicos com uma grande variedade de frutas e legumes frescos. Como os grelos da receita de hoje. Estavam tão bonitos que se pudesse tinha trazido todos os que lá havia para casa.

Eu adoro grelos. Para ser sincera, adoro todos os crucíferos (vegetais com folha) no geral. Mas os grelos têm um lugar especial no meu coração. Sou completamente fascinada (e viciada) por estes molhos de grelos, seja qual for a sua variedade. 

Chegada a casa, já em cima da hora do almoço, eis que chega a outra parte que mais gosto. Cozinhar os legumes super frescos que acabei de comprar. Claro está que peguei logo num molho de grelos, sem pensar duas vezes. Fiz estas Migas de Grelos e Feijão Frade (que já tinha cozido noutro dia e que estava pronto a usar) e acompanhei com uma boa salada de Alface, Rúcula, Cebolinhas (tão saborosas e macias!), Tomate e Pepino.



Migas de Grelos e Feijão Frade
(Serve 2 a 4 pessoas)
Tempo de preparação: 30 minutos

Ingredientes
1 molho de Grelos biológicos
300 gramas de Feijão Frade, previamente cozido
3 fatias de Pão rústico, cortadas em pedaços pequenos
4 dentes de Alho grandes, em fatias finas
Azeite Extra Virgem biológico
Pimenta Preta, moída na hora
Uma pitada de Sal Marinho grosso


Preparação:

Coza o feijão frade, escorra-o e reserve.

Lave o molho de grelos e leve-os a cozer em água abundante com uma pitada de sal marinho grosso. 
Depois de cozidos, escorra bem a água e reserve.

Num tacho, aqueça um fio de azeite e junte o alho. Deixe refogar ligeiramente com o lume baixo.

Adicione os pedaços de pão e o feijão frade e, com o lume baixo, salteie mais um pouco.

Por fim, junte os grelos cozidos, regue com mais um fio de azeite e mexa, envolvendo tudo muito bem.

Tempere a gosto com pimenta preta moída na hora.

Está pronto!


Nota:
Servi este prato acompanhado com uma salada de alface, rúcula, tomate, pepino e cebolinha, temperada com uma pitada de sal marinho grosso, limão e um pequeno fio de azeite.

Bolinhos de Falafel no forno (sem glúten, sem gordura) | Desafio Gluten-Free Living



























Tradicionais do Médio Oriente, os Falafel são bolinhos fritos de Grão de Bico com especiarias e ervas aromáticas. Nestes países, são vendidos por todas as ruas da cidade (a chamada street food). São normalmente servidos com pão pita ou molho de tahini.

Existem inúmeras variações desta receita, embora a base seja sempre a mesma: o grão.

O grão de bico é uma das minhas leguminosas favoritas. É rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B. Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso corpo como fonte de energia. É pobre em gorduras e está isento de colesterol. Contém ainda elevadas quantidades de ácido fólico. Cada 100 gramas do grão, contém 6 gramas de fibras, na sua grande maioria solúveis, ajudando de forma eficaz o nosso corpo a eliminar açúcares, gorduras e mau colesterol. Vários estudos referem também a importância desta leguminosa na prevenção de doenças cardiovasculares. Contém ainda níveis elevados de cálcio, ferro e magnésio.



























Na receita de hoje, levei os bolinhos de Falafel ao forno, em vez de os fritar. Esta é uma adaptação natural para mim, sendo que raramente frito alguma coisa. Além disso, tornei-os gluten-free e oil-free, o que os torna uma refeição super saudável e nutritiva.

Usei o Pão Ralado de Milho (sem glúten) da Gluten-Free Living, em substituição do pão ralado normal.




























Bolinhos de Falafel no forno
sem glúten, sem gordura
Faz 9 a 11 bolinhos
Tempo de preparação: 40 minutos


Ingredientes 
2+1/4 cups/chávenas de Grão de Bico cozido (cerca de 400 gramas)
3 dentes de Alho grandes
1 Cebola pequena, picada grosseiramente
3 colheres de sopa de sumo de Limão, espremido na hora
1/4 cup/chávena de Salsa fresca
1/4 cup/chávena de Coentros frescos
1/4 cup/chávena de Sementes de Linhaça moídas (ver nota no final)
1/4 cup/chávena de Pão Ralado de Milho (sem glúten)
1/2 colher de chá de Cominhos em pó
Sal fino marinho com ervas aromáticas, a gosto
Pimenta moída na hora, a gosto




























Preparação:

Num processador de alimentos, deitar os três dentes de alho e picá-los.

Juntar dois cups/chávenas de grão de bico cozido e processar durante alguns segundos, para picar.

Juntar a cebola, o sumo de limão e as ervas aromáticas. Processar até todos os ingredientes estarem bem combinados, com cuidado para não triturar demasiado (o objetivo é que a massa fique com uma textura rica, e não em papa).

Transferir a mistura para uma tigela grande. Adicionar as sementes de linhaça moídas, o pão ralado de milho, os cominhos, 1/4 cup/chávena de grão de bico cozido, sal fino marinho com ervas aromáticas e pimenta a gosto. Envolver tudo muito bem com as mãos.

Moldar com as mãos entre 9 a 11 bolinhos de Falafel, achatando-os ligeiramente.

Forrar um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal. Levar os bolinhos ao forno pré-aquecido a 180º, durante 25 minutos (deve virá-los a meio do tempo).

Servir como lanche, entrada ou refeição principal com uma salada crua ou legumes cozidos/salteados a acompanhar.




























Nota:
Para moer as sementes de linhaça, basta triturá-las num processador de alimentos, até ficarem bem moídas. Geralmente, compro as sementes de linhaça e trituro-as, conservando-as num frasco de vidro esterilizado. Guardadas desta forma e num local fresco e seco duram muito tempo.
Se preferir, pode comprar as sementes já moídas, disponíveis à venda em hipermercados e lojas de produtos naturais.

Folhadinhos de Batata Doce e Amêndoa no forno | Resquícios do Natal





















Fiz esta receita pela primeira vez em Dezembro, depois de ter passado um dia em casa da minha avó. O Natal estava próximo, e a minha avó, que vê muito mal, aproveitou a minha visita para a ajudar a fazer azevias de batata doce. Tinha a receita guardada numa pequena pasta, junto com tantas outras, todas elas a acusar a passagem dos anos.

Li a receita em voz alta e ajudei-a a medir as quantidades. A receita original levava ovos (creio que apenas um), a massa era tenra em vez de folhada, e no final eram fritas em óleo.

Não as provei, mas antes de ir embora, escrevi a receita no telemóvel, e guardei-a na minha lista de receitas a fazer.

Na véspera de Natal, que foi passada em casa dos meus pais, a minha mãe fez a receita das azevias da minha avó. Fez a receita original para todos, e fez umas à parte para mim, sem ovos. Estavam muito boas, e fiquei ainda com mais vontade de as fazer.

Umas semanas mais tarde, decidi experimentar, com algumas adaptações.

Substituí a massa tenra por massa folhada, omiti os ovos, reduzi ligeiramente o açúcar e levei-as ao forno em vez de as fritar. E adorei.

Chamei-lhes Folhadinhos de Batata Doce e Amêndoa. São ótimos para servir como sobremesa, ou como lanche, com uma grande chávena de chá a acompanhar.


Folhadinhos de Batata Doce e Amêndoa
Faz 6 unidades
Tempo de preparação: 30 minutos


Ingredientes 
1 Batata Doce grande
75 gramas de miolo de Amêndoa
200 gramas de Açúcar amarelo
1 dl de Água
1 colher de café de Canela
Raspa de meio Limão
Canela para polvilhar
6 quadrados de Massa Folhada fresca


Preparação:

Descasque a batata doce, corte-a em pedaços pequenos e coza-a num tacho com água. Depois de cozida, escorra bem a batata e reduza-a a puré com o passe vite.

Num tacho pequeno, misture 1 dl de água com o açúcar e leve ao lume a ferver aproximadamente 5 minutos.

Junte o puré de batata doce e o miolo de amêndoa e leve de novo ao lume, mexendo sempre até ver bem o fundo do tacho (ponto de estrada).

Retire do lume, junte a canela e a raspa de limão e mexa bem. Deixe arrefecer.

Entretanto, forre um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e estenda os 6 quadrados de massa folhada.

Coloque duas colheres de sopa de recheio em cada um, e dobre-os em triângulo, pressionando as pontas com os dedos para fechar.

Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus cerca de 15 minutos, ou até ficarem dourados.

Retire os folhados do forno para uma travessa e polvilhe-os com canela, enquanto ainda estão quentes.

Deixe arrefecer, e estão prontos a servir!



Memórias de infância | Salame de Chocolate


A receita deste Salame de Chocolate é daquelas que me fazem viajar no tempo... Foi talvez a primeira que a minha mãe me ensinou a fazer... Não me lembro que idade tinha, mas lembro-me que era pequena o suficiente para ser ela a derreter o chocolate no fogão, com medo que me pudesse queimar...

Tirando isso, deixava-me fazer tudo o resto e eu sentia-me sempre muito feliz quando levava o salame para a mesa. "Fui eu que fiz!" Dizia com orgulho e um sorriso evidente no rosto.

Quando passei a fazer uma alimentação vegan, já adulta e com a minha própria cozinha, esta foi daquelas receitas que quis manter inalteradas. E mesmo com o leite de amêndoas a ocupar o lugar do leite de outros tempos, este salame continua a saber-me à minha infância. E é tão bom...



Salame de Chocolate da minha mãe
Faz 1 salame pequeno (ver foto)
Tempo de preparação: 15 minutos


Ingredientes
1 pacote e meio de Bolacha Maria Biológica vegan
Meia Tablete de Chocolate de Cozinha vegan
Leite de Amêndoas (cerca de 1/3 copo pequeno)
1 colher de sopa de Margarina Vegetal
1 colher de sopa (mal cheia) de Açúcar amarelo


Preparação:

Numa tigela, partir todas as bolachas em pedaços pequenos. Deitar leite suficiente para amolecer ligeiramente as bolachas.

Juntar uma colher de sopa mal cheia de açúcar (se o chocolate já for doce, pode perfeitamente omitir o açúcar).

Partir a tablete de chocolate em pedaços pequenos e levar ao lume, juntamente com uma
colher de sopa de manteiga vegetal. Mexer até o chocolate e a manteiga derreterem (atenção à temperatura, para não queimar o chocolate).

Por fim, juntar o chocolate às bolachas amolecidas e envolver tudo muito bem com uma colher de pau.

Na mesa, estender uma folha de papel vegetal, prata ou película aderente. Com a ajuda de uma colher, deitar o chocolate por cima da folha. Enrolar e levar ao congelador cerca de trinta minutos.

Passados os trinta minutos, tirar o salame do congelador e passá-lo para o frigorífico, até à altura de servir.



Nota: 
Este salame não tem de ficar perfeito como aqueles que vemos expostos nos cafés ou nos supermercados. A beleza deste salame está precisamente no seu ar imperfeito, tosco e pouco uniforme. E está também nas mãos de quem o faz. 

Quinoa, o (pseudo)Cereal do momento + Super Quinoa Bowl | Desafio Gluten-Free Living





















A quinoa é um dos meus alimentos preferidos. Porque é completa, versátil, saborosa e muito fácil de digerir, e permite criar um sem número de receitas diferentes e bonitas.

Na receita de hoje, para o desafio Gluten-Free Living, a quinoa é a rainha e o feijão branco o rei, numa Super Bowl altamente rica e nutritiva, fácil de preparar e ainda mais fácil de comer (ver receita no final).


Quinoa, o (pseudo)Cereal do momento

Declarada pelas Nações Unidas como o alimento do ano 2013 (Ano Internacional da Quinoa). É uma excelente fonte de proteínas vegetais e possui todos os aminoácidos essenciais, o que a torna uma proteína completa. É rica em cálcio, fibras, magnésio, ferro, zinco e potássio.

Para além do equilíbrio dos seus aminoácidos, é particularmente rica em lisina, um aminoácido fundamental para o crescimento e boa manutenção dos tecidos. Esta particularidade torna-a especialmente importante na alimentação vegetariana.

Por ser uma importante fonte de manganês, magnésio, ferro, cobre e fósforo, torna-se eficaz no tratamento e prevenção de enxaquecas, diabetes e aterosclerose.

Graças ao seu alto teor em fibra, é perfeita para eliminar toxinas e ajuda a reduzir o colesterol.

Auxilia em casos de anemia, pela grande quantidade de zinco, cálcio e ferro.

Ajuda a reparar o tecido muscular após atividades físicas, sendo um suplemento natural (e saudável) para quem faz musculação.

Originário dos Andes, este pseudocereal é considerado pelos especialistas como um dos alimentos mais nutritivos e completos que existem, sendo por isso um superalimento.

Além das suas inúmeras vantagens nutricionais, é também isenta de glúten, podendo ser consumida por celíacos.

Tem um sabor característico e muito suave, o que possibilita o seu uso em inúmeros pratos, salgados e doces, ou simplesmente como substituto do arroz cozido. Por ser tão leve e de fácil digestão, é um alimento fácil de introduzir na alimentação dos mais pequenos.


Dicas para cozinhar a Quinoa
  • Os seus grãos devem ser bem lavados e escorridos antes da cozedura, de forma a libertar resíduos e saponinas.
  • Deve adicionar apenas o dobro da quantidade de água em relação à quantidade de quinoa, para que esta fique solta e leve.
  • Quando a água ferver, diminua a temperatura, acrescente os grãos de quinoa e tempere-a a seu gosto, tape o tacho e deixe-a cozer.
  • A quinoa leva somente entre 10 a 12 minutos a cozer. Assim que a água for absorvida e que o gérmen branco se separe do grão, está pronta.
  • Pode utilizá-la em sopas, saladas, ensopados, chilis, hambúrgueres, sobremesas, bebidas ou simplesmente como substituto do arroz cozido.
  • Ao transformar os seus grãos em farinha, pode fazer pão, bolachas e um sem número de receitas que envolvam farinha.

Super Quinoa and White Beans Bowl
Sem glúten
(Serve 4 pessoas)
Tempo de preparação: 30 minutos


Ingredientes
400 gramas de Feijão Branco
1 cup/chávena de Quinoa Biológica Nutri Free
1 Cebola, picada
1 dente de Alho, picado
1 Pimento Vermelho pequeno, cortado em tiras
2 cups/chávenas de Cogumelos Shiitake, fatiados (se forem muito grandes, fatie-os e depois dê um corte a meio)
1 Alho Francês, fatiado
1 molho de Agriões
Um fio de Azeite Extra Virgem
Sal Marinho integral, a gosto
Pimenta Branca a gosto, moída na hora


Preparação:

Coza o feijão branco com alguma antecedência e reserve (geralmente deixo-o a demolhar durante a noite, e cozo-o na manhã seguinte numa panela de pressão, para ser mais rápido).

Lave muito bem a quinoa e escorra-a. Depois, num pequeno tacho, junte o dobro da quantidade de água (2 cups/chávenas) e leve a ferver. Quando ferver, reduza o lume e junte a quinoa. Tempere com umas pedrinhas de sal marinho. Tape o tacho e deixe cozer entre 10 a 12 minutos, ou até a água evaporar. A quinoa deve ficar leve e solta. Depois de cozida, mantenha o tacho tapado e reserve.

Entretanto, num tacho largo e fundo junte um fio de azeite e salteie a cebola e o alho ligeiramente. Junte o pimento vermelho e salteie mais um pouco, até este ficar macio.

Junte os cogumelos e o alho francês. Tempere com pimenta branca moída na hora e algumas ervas aromáticas. Tape o tacho e deixe cozinhar cerca de 5 minutos, até os cogumelos estarem tenros.

Junte o molho de agriões e umas pedrinhas de sal marinho e mexa durante um dois ou três minutos, até os agriões murcharem (talvez nem leve tanto tempo).

Por fim, adicione o feijão branco e a quinoa e envolva tudo muito bem.

Transfira tudo para uma tigela grande e está pronto a servir!