A "dieta" que mudou a minha vida


Há um ano e meio atrás, tomei uma decisão que mudou o rumo da minha vida. Uma decisão que me transformou por fora e por dentro. Que me tornou mais humana. Mais apaixonada. Mais saudável. Mais feliz. Uma decisão que me fez descobrir o meu propósito de vida. Que me fez descobrir a mim mesma. Há um ano e meio atrás, tomei a decisão de ser vegan.

Para mim, ser vegan é ter compaixão por todos os seres sencientes que vivem neste mundo. É descobrir que, apesar das nossas diferenças, existe uma coisa que nos une a todos: o direito à vida. E foi por este motivo que passei a fazer uma alimentação estritamente vegetariana e que eliminei do meu estilo de vida tudo aquilo que de alguma forma causasse sofrimento animal. Continuo a perguntar a mim mesma porquê aquele dia, porque não mais cedo, ou mais tarde. 

Estou convencida de que todos nós temos um momento para despertar. E aquele foi o meu momento.  O momento em que questionei tudo aquilo que me tinha sido ensinado desde que nasci. O momento em que descobri, por mim mesma, que nada daquilo fazia sentido para mim. Que não queria, nem podia, continuar a fechar os olhos a toda a crueldade que existia à minha volta, e da qual eu fazia parte.

Rapidamente descobri os benefícios que a alimentação vegan poderia trazer à minha saúde. Há um ano e meio que não tomo medicamentos nem fico doente. Sinto-me rejuvenescida e cheia de energia. Perdi os 10 quilos que tinha a mais. A minha pele está constantemente hidratada, o meu cabelo mais forte. E o meu corpo está nutrido, sem carências de qualquer tipo. Comecei a estudar bastante sobre nutrição, e descobri assim a minha paixão: a cozinha. Descobri uma alimentação saudável, criativa, deliciosa e bonita. Que faz bem ao meu corpo e à minha mente. Que me deixa feliz e da qual consigo retirar o máximo prazer, sem causar sofrimento.

Para explicar sucintamente a alimentação que faço, aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através de frutas, legumes, leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Alimentos puros e frescos, no seu estado natural e preferencialmente biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados, como os leites, queijos e iogurtes vegetais, açúcares não refinados (aqui a geleia de agave ou de arroz são as minhas alternativas preferidas), farinhas e pão integral, azeite e óleos não refinados (prensados a frio), molho de soja, tofu e seitan, entre outros exemplos. A ideia é comer os alimentos o mais próximo possível do seu estado natural, sem químicos, corantes ou adoçantes, e sempre de origem vegetal.
Com esta alimentação, consigo todos os nutrientes que o meu corpo precisa para funcionar corretamente e ser saudável. O truque é fazer uma alimentação o mais variada possível, sem cair no erro de consumir sempre os mesmos alimentos.  Para além disso, bebo bastante água e chás. Eliminei os refrigerantes e bebidas com álcool só em ocasiões especiais.

O meu objetivo com este post não é fazer com que tomem a decisão que eu tomei, porque como disse atrás, acredito que todos nós temos o nosso momento de despertar, e esse momento é só nosso, e tem de partir de nós. O meu objetivo é somente incentivá-los a descobrir esta alimentação, a experimentá-la e a sentir na pele todos os benefícios que ela nos pode trazer.
Porque, como costumo dizer: “nós somos o que comemos”.