A mais bonita história de Amor | Este post não é sobre comida
























Lourenço | O teu nascimento

Há (quase) quatro meses atrás não fazia ideia do que esperar. Não fiz muitos planos durante a gravidez. Estava assustada com toda a mudança que irias representar na minha vida. Na nossa vida. Por não saber se estaria à altura do grande desafio que me esperava. 

Entrámos no Hospital Santa Maria às (quase) quarenta e duas semanas, numa manhã de sábado. Não havia meio de te pôr cá fora. Foste teimoso até ao último minuto (um traço de personalidade bem marcado que partilhas comigo), pelo que, para tua segurança, o parto teve de ser induzido. As horas que passamos naquele quarto pareceram intermináveis. Só trinta e seis horas depois, num momento em que ficámos os dois completamente sozinhos (mudança de turnos no bloco de partos e o pai tinha ido a casa tomar um banho rápido), quando toda a gente menos esperava (e já se falava em avançar para uma cesariana), decidiste nascer. A partir daí, foi tudo muito rápido e intenso. Um turbilhão de sentimentos apoderou-se de mim, tanto que não me consigo lembrar com clareza de tudo o que me passou pela cabeça naqueles instantes em que, juntos, te trazíamos ao Mundo. Em menos de uma hora estavas nos nossos braços.

Hoje, (quase) quatro meses depois, penso que não podia estar mais à altura do desafio bom que é ser (tua) mãe. Não existem respostas certas nem erradas. É uma aprendizagem gigante e constante, momento a momento. Tento fazer o melhor que sei com o melhor que tenho. Pois tu tens a capacidade de trazer ao de cima o melhor de mim.

Sorrio com orgulho de mim, de ti, de nós. De todas as pequenas vitórias que já conquistámos nestes quatro meses. E sorrio mais ainda quando recordo que precisámos de estar apenas os dois, sozinhos naquele quarto de hospital, para fazer isto acontecer. O teu nascimento foi, com tudo a que teve direito, a mais bonita história de amor. E ficará para sempre gravado no meu coração.

























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