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World Vegan Day + Receita Trufas de Alfarroba



1 de Novembro. Hoje comemora-se o dia internacional do veganismo. Felizmente, esta palavra é cada vez menos estranha nos dias que correm, mas ainda assim muitos desconhecem as verdadeiras motivações de alguém que decide ser vegan, ou não sabem bem como passar à prática.

Por esse motivo, hoje, para além de vos trazer mais uma receita livre de ingredientes de origem animal, para vos mostrar como é boa (e saudável) esta alimentação, deixo-vos também alguns artigos que tenho vindo a escrever sobre o tema do veganismo, para ajudar quem está a começar, ou quem não conhece bem mas tem algum interesse (ou curiosidade) neste estilo de vida.

Artigo "O que é um vegan?" para Sapo Saúde
A dieta que mudou a minha vida
Entrevista para o blog Not Guilty Pleasure
in Revista Prevenir Novembro 2014




Trufas de Alfarroba 

























(A alfarroba funciona muito bem nesta receita por ser doce, e ter um sabor semelhante ao chocolate, mas pode ser substituída por cacau cru, em menor quantidade e ajustando a quantidade de geleia de arroz.)
-
sem açúcar
rende aproximadamente 20 trufas
tempo de preparação: 20 minutos


Ingredientes
1 cup (chávena) de avelãs, demolhadas na noite anterior
12 tâmaras, demolhadas na noite anterior
2 colheres de sopa de óleo de coco
2 colheres de sopa de geleia de arroz
6 colheres de sopa de alfarroba em pó
Alfarroba em pó q.b. (topping)


Preparação:

Colocar as avelãs previamente demolhadas num processador de alimentos e picar até obter uma farinha grossa. Juntar as tâmaras e continuar a picar.

Adicionar o óleo de coco, a alfarroba em pó e misturar bem no processador até formar uma pasta. Moldar pequenas bolinhas com as mãos e passar na alfarroba em pó.

Levar ao frigorífico antes de servir, entre 30 a 60 minutos.


Nota: As trufas podem ser congeladas.

Vai atrás daquilo que te faz feliz






































Por vezes é difícil aceitar que o caminho que escolhemos não era o melhor para nós. A verdade é que me fui apercebendo ao longo dos 5 anos em que trabalhei em auditoria, que aquilo não me preenchia, não me realizava nem acrescentava algo mais à minha vida.

Sempre tive muitos sonhos, sonhos esses que estiveram hipotecados durante tanto tempo, pura e simplesmente por uma questão de comodismo e estabilidade. Porque tinha um salário certo ao final do mês, e principalmente porque era mais fácil não arriscar.

Mas o meu desejo sempre foi trabalhar por conta própria, criar algo meu, algo que tivesse realmente significado para mim, e que de alguma forma contribuísse para melhor a vida dos outros. Nunca senti isso na área financeira.

O veganismo foi para mim o impulso para ir atrás dos meus sonhos. Comecei a desejar partilhar aquilo que estava a viver com outras pessoas e a inspirá-las de alguma forma. Daí até criar A Cozinha Verde foi um passo. Encontrei o meu propósito de vida e lutei por ele. Tão simples quanto isto.

A minha rotina mudou drasticamente. Aprendi a trabalhar sozinha. Pelo facto de trabalhar muito a partir de casa, aprendi a organizar-me e a gerir da melhor forma o meu tempo.
Aprendi a não ter horários certos e a ter auto-disciplina. Aprendi a controlar a ansiedade e a aceitar a imprevisibilidade do meu trabalho.

Nada disto seria possível se não gostasse verdadeiramente do que faço. Se não vibrasse a todo o momento com isto. Se não sorrisse todos os dias pelas palavras bonitas e sentidas que ouço das pessoas que vou conhecendo nos workshops, que me fazem encomendas ou que me enviam mensagens e e-mails a pedir-me ajuda. 

Sinto que estou a fazer a diferença na vida de alguém. E por isso, tudo isto vale a pena.

A "dieta" que mudou a minha vida


Há um ano e meio atrás, tomei uma decisão que mudou o rumo da minha vida. Uma decisão que me transformou por fora e por dentro. Que me tornou mais humana. Mais apaixonada. Mais saudável. Mais feliz. Uma decisão que me fez descobrir o meu propósito de vida. Que me fez descobrir a mim mesma. Há um ano e meio atrás, tomei a decisão de ser vegan.

Para mim, ser vegan é ter compaixão por todos os seres sencientes que vivem neste mundo. É descobrir que, apesar das nossas diferenças, existe uma coisa que nos une a todos: o direito à vida. E foi por este motivo que passei a fazer uma alimentação estritamente vegetariana e que eliminei do meu estilo de vida tudo aquilo que de alguma forma causasse sofrimento animal. Continuo a perguntar a mim mesma porquê aquele dia, porque não mais cedo, ou mais tarde. 

Estou convencida de que todos nós temos um momento para despertar. E aquele foi o meu momento.  O momento em que questionei tudo aquilo que me tinha sido ensinado desde que nasci. O momento em que descobri, por mim mesma, que nada daquilo fazia sentido para mim. Que não queria, nem podia, continuar a fechar os olhos a toda a crueldade que existia à minha volta, e da qual eu fazia parte.

Rapidamente descobri os benefícios que a alimentação vegan poderia trazer à minha saúde. Há um ano e meio que não tomo medicamentos nem fico doente. Sinto-me rejuvenescida e cheia de energia. Perdi os 10 quilos que tinha a mais. A minha pele está constantemente hidratada, o meu cabelo mais forte. E o meu corpo está nutrido, sem carências de qualquer tipo. Comecei a estudar bastante sobre nutrição, e descobri assim a minha paixão: a cozinha. Descobri uma alimentação saudável, criativa, deliciosa e bonita. Que faz bem ao meu corpo e à minha mente. Que me deixa feliz e da qual consigo retirar o máximo prazer, sem causar sofrimento.

Para explicar sucintamente a alimentação que faço, aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através de frutas, legumes, leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Alimentos puros e frescos, no seu estado natural e preferencialmente biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados, como os leites, queijos e iogurtes vegetais, açúcares não refinados (aqui a geleia de agave ou de arroz são as minhas alternativas preferidas), farinhas e pão integral, azeite e óleos não refinados (prensados a frio), molho de soja, tofu e seitan, entre outros exemplos. A ideia é comer os alimentos o mais próximo possível do seu estado natural, sem químicos, corantes ou adoçantes, e sempre de origem vegetal.
Com esta alimentação, consigo todos os nutrientes que o meu corpo precisa para funcionar corretamente e ser saudável. O truque é fazer uma alimentação o mais variada possível, sem cair no erro de consumir sempre os mesmos alimentos.  Para além disso, bebo bastante água e chás. Eliminei os refrigerantes e bebidas com álcool só em ocasiões especiais.

O meu objetivo com este post não é fazer com que tomem a decisão que eu tomei, porque como disse atrás, acredito que todos nós temos o nosso momento de despertar, e esse momento é só nosso, e tem de partir de nós. O meu objetivo é somente incentivá-los a descobrir esta alimentação, a experimentá-la e a sentir na pele todos os benefícios que ela nos pode trazer.
Porque, como costumo dizer: “nós somos o que comemos”.

Bolo de Baunilha | 1º Aniversário A Cozinha Verde


















O primeiro aniversário

Maio é para mim um mês muito especial... É o mês do coração, e o mês em que nasci. Talvez não tenha sido por acaso que criei A Cozinha Verde nesta altura do ano...

Gosto de celebrar os meus aniversários. Sempre gostei. Gosto da sensação com que acordo no dia, a sensação de ser o MEU dia. Gosto de estar com todas as pessoas que me são queridas e que fazem parte da minha vida. Por incrível que pareça, gosto da sensação de sentir o tempo passar... Gosto de parar para pensar na vida, em tudo o que fiz e principalmente em tudo o que ainda me falta fazer. Gosto de me sentir grata por tudo o que tenho à minha volta. E gosto de ser mimada, com pequenas surpresas que enchem o meu coração.

Sou uma pessoa muito emotiva. Vivo com prazer e intensidade, aproveitando ao máximo cada momento, cada dia. Fazer anos leva até mim todas essas emoções de uma forma ainda mais especial.

Fiz 27 anos no passado dia 7, e escolhi também este dia para comemorar o primeiro aniversário da A Cozinha Verde. Essa quarta-feira não podia ter sido melhor. Foi passada ao lado daqueles que amo, e que fazem parte da minha vida. A minha família.


















Quero agradecer a todos vocês, que me fizerem (e continuam a fazer) acreditar que é possível realizarmos os nossos sonhos, e fazer aquilo que nos faz sentir verdadeiramente felizes. Quero agradecer todo o apoio, mensagens e carinho com que nutrem o meu coração todos os dias. Porque a nutrição não passa só pela alimentação. E eu estou verdadeiramente grata por todo o carinho e força que me dão. Cada um à sua maneira, e cada um de forma única e especial, todos vocês têm um cantinho especial guardado no meu coração.

Este ano, para comemorar os dois aniversários, fiz um bolo de baunilha especial. Especial, porque foi feito a pensar em vocês. Porque é isso que torna aquilo que fazemos especial. A forma como o fazemos, a energia e o sentimento que colocamos naquilo que fazemos. E é por isso que A Cozinha Verde é tão especial. Não por ser verde, ou 100% vegetal, ou vegan, ou biológica, ou saudável, ou saborosa. Mas sim porque é a minha forma de exprimir tudo aquilo que sinto e tudo aquilo em que acredito. Porque é a maneira que arranjei de levar-vos um pouco de mim. De levar-vos toda a minha energia e dedicação. E porque é a forma que arranjei para vos demonstrar que é possível vivermos uma vida plena e saudável, com compaixão por todos os seres vivos. Pode parecer ambicioso, mas A Cozinha Verde é o meu contributo para um mundo melhor. E é por isso que amo tanto aquilo que faço todos os dias. Porque sinto que pode fazer a diferença. Na minha vida. Na vossa vida. Nas nossas vidas.

Que este seja o primeiro de muitos anos!

Obrigada.

Filipa Range

Bolo de Aniversário de Baunilha


Ingredientes
-Para o bolo
360 ml de Leite de Amêndoas
2 colheres de chá de Vinagre de Cidra
200 gr de Açúcar de Côco da OX Nature
110 ml de Óleo de Girassol prensado a frio
1 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
250 gr de Farinha Integral
3 colheres de sopa de Amido de Milho
3/4 de colher de chá de Bicabornato de Sódio
1 colher de chá de Fermento
3/4 de colher de chá de Sal Marinho biológico

-Para o recheio e cobertura
170 gr de Creme Vegetal
220 gr de Açúcar em Pó
1/2 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
Uma pitada de Sal Marinho biológico
30 ml de Leite de Amêndoas


Preparação:

Para o bolo
1. Aquecer o forno a 180º.
2. Numa tigela grande, bater com uma vara de arames o leite de amêndoas e o vinagre de cidra. Deixar repousar 5 minutos.
3. Juntar o açúcar de côco, o óleo de girassol e a baunilha, e mexer bem com a vara de arames, até a mistura começar a ficar com espuma.
4. Numa tigela à parte, misturar a farinha integral, o amido de milho, o bicabornato de sódio, o fermento e o sal, e juntar à mistura líquida (com uma peneira).
5. Incorporar tudo muito bem com a vara de arames.
6. Dividir a massa em duas formas de 20 cm cada, e levar ao forno entre 20 a 30 minutos, ou até um palito sair limpo.
7. Deixar arrefecer os bolos cerca de 15 minutos antes de desenformar.
8. Desenformar ambos os bolos e deixar arrefecer na totalidade numa rede para bolos.

Para o recheio e cobertura
1. Com uma batedeira elétrica, bater o creme vegetal em velocidade alta, entre 2 a 3 minutos, até este se apresentar cremoso.
2. Juntar o açúcar em pó e bater, em velocidade baixa, para combinar os dois ingredientes.
3. Aumentar a velocidade para média/alta e bater por mais 2 minutos.
4. Juntar a baunilha e uma pitada de sal marinho e bater.
5. Por último, juntar o leite de amêndoas (uma colher de sopa de cada vez), até a cobertura apresentar uma consistência possível de espalhar.

Para montar o bolo
1. Colocar uma das camadas do bolo numa base para bolos.
2. Deitar por cima do bolo uma parte da cobertura e espalhar, com a ajuda de uma espátula.
3. Colocar por cima a segunda camada do bolo.
4. Colocar mais cobertura por cima, e, com a ajuda de uma espátula, espalhar bem, até cobrir a totalidade do bolo.
5. Levar o bolo ao frigorífico 30 minutos.

Paella Marroquina com Grão e Legumes | Viagem a Marrocos























Viagem a Marrocos :: Memórias

Há viagens que nos marcam de uma forma especial. Foi o caso de Marrocos. Em Junho de 2011, partimos de mochila às costas, na ânsia de descobrir um país tão diferente do nosso.

Foi uma semana intensa, a absorver costumes tão diferentes, mas tão especiais. As cores, os aromas, os sons, as pessoas. As ruas de Marrakech coloridas e aromatizadas com um número infindável de especiarias e chás. Esses chás quentes que saciavam e hidratavam quando o calor já era insuportável, e que sabiam tão bem, pela forma especial como eram preparados, como se de um ritual se tratasse.



















































































A humildade e hospitalidade daquele povo, que nos convidava a entrar em suas casas, como se fossemos família. Os riads onde ficamos hospedados, casas típicas marroquinas com um pátio interior central, normalmente ajardinado, decorados com cores quentes e vivas, mas serenas.






























Os terraços, onde começávamos o dia e terminávamos a noite, acompanhados pelo chá de menta com hortelã e pela vista extraordinária da cidade. As medinas, "a cidade antiga", verdadeiros labirintos de ruas estreitas no centro da cidade, protegidas por uma fortificação, onde nos perdemos tantas vezes no meio de toda aquela correria e agitação. Os suq, mercados tradicionais dentro das medinas, onde ficámos horas a conversar e a regatear (para eles, regatear é uma forma de convívio e de comunhão, e ficam ofendidos se não o fizermos).





A cidade costeira de Essaouira, que me fez lembrar tanto a Ericeira, o único sítio em toda a viagem onde tive de me proteger com um casaco à noite. As terras áridas já próximas do deserto, como Ouarzazate e Ait-Benhaddou, o "coração da terra", com um miradouro impressionante com vista para o panorama lunar do Anti-Atlas.































































Os oásis perdidos no meio do nada. As montanhas imponentes. E o pôr do sol no deserto do Saara, onde o silêncio imperava.























































Hoje, sempre que abro a minha despensa e olho para as especiarias que ocupam uma prateleira inteira, sou de novo transportada para esta viagem e para todos aqueles momentos que vivi, e que ficarão eternamente gravados na minha memória e no meu coração.

A receita de hoje, como tantas outras que vou fazendo, lembra-me Marrocos. E espero com ela conseguir levar-vos também, através do paladar, um bocadinho deste país, tão próximo, e ao mesmo tempo tão longe de nós.
































E agora vamos à receita:

Paella Marroquina com Grão e Legumes
Sem glúten
(Serve 2 a 4 pessoas)
Tempo de preparação: 60 minutos

Ingredientes
1/2 chávena de Arroz + 1 chávena de Água
150 gramas de Grão de Bico cozido
1 mão cheia de Ervilhas
1 mão cheia de Ervilhas de quebrar
1/3 Pimento Vermelho, às tiras
1/3 Pimento Verde, às tiras
1/4 Malagueta Vermelha, picada
1 Beterraba, às rodelas
1 Alho Francês pequeno, às rodelas
1 Cebola, às rodelas
Azeite Extra Virgem
3 colheres de café de Caril
1 colher de café de Açafrão
1 colher de café de Cominhos
1/2 colher de café de Noz Moscada
1 pitada de Sal Marinho
Pimenta Preta moída na hora, a gosto


Preparação:

Numa paella (ou paellera), aquecer um fio de azeite extra virgem. Juntar a cebola e refogar ligeiramente.

Adicionar os pimentos, o alho francês e a malagueta e refogar mais um pouco, para libertar todos os aromas.

Juntar a beterraba e cerca de 1/4 copo de água, e cozinhar uns minutos em lume brando, até a beterraba ficar macia.

Juntar o grão de bico e as ervilhas e temperar com as especiarias, sal e pimenta preta. Mexer bem e deixar ao lume uns minutos.

Adicionar uma chávena de água e 1/2 chávena de arroz e cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário para não queimar. Quando o arroz estiver quase cozido, acrescentar as ervilhas de quebrar.

Migas de Grelos e Feijão Frade | Mercado Biológico do Príncipe Real

Grelos no Mercado Biológico do Príncipe Real

Mercado Biológico do Príncipe Real

Um dos meus planos preferidos para as manhãs de sábado é a ida ao mercado biológico do Príncipe Real. Chegar cedo (o mercado abre às 8h) e aproveitar para dar um passeio a pé pela Baixa, Bairro Alto e Príncipe Real (para mim, uma das zonas mais bonitas da cidade) antes de ir ao mercado. 

É uma das coisas que mais gosto em Lisboa. As manhãs na cidade. Principalmente quando a Primavera se aproxima, e os dias convidam a passeios mais longos, cheios de luz. É uma rotina que não dispenso. E a melhor forma de começar o fim-de-semana.

O mercado biológico do Príncipe Real realiza-se todos os sábados, das 8h às 14h, na orla poente do Jardim do Príncipe Real. 

Banca no Mercado Biológico do Príncipe Real

O mercado não é grande (deve ter entre 7 a 8 bancas), mas é um dos mais bonitos de Lisboa.
Os produtos são sempre muito frescos, e prima pela variedade. Aqui apetece levar tudo. Os cheiros, as cores, o aspeto bonito e fresco dos vegetais e das frutas. A simpatia dos vendedores, que nos ensinam com orgulho como cozinhar os produtos. 

Foi aliás aqui que aprendi a fazer um dos melhores patês de sempre, com Tomatillos.
Para quem não conhece, o Tomatillo (Physalis philadelphica ou Physalis ixocarpa), que também pode ser chamado de tomate mexicano ou tomate de casca, é uma planta que pode ultrapassar 1 metro de altura. Os seus frutos assemelham-se a pequenos tomates e são envolvidos por uma casca de textura semelhante a papel. São muito usados na cozinha mexicana, em molhos e em conservas. Os frutos maduros são geralmente verdes, mas também há plantas com frutos de cor amarela, vermelha e roxa.

São semelhantes à Physalis, mas mais amargos, e por isso mais usados para receitas salgadas.

Tomatillos do Mercado Biológico do Príncipe Real

Este sábado não consegui chegar cedo, tive de riscar do plano o passeio, e fui diretamente ao mercado. 
Como sempre, enchi os meus sacos ecológicos com uma grande variedade de frutas e legumes frescos. Como os grelos da receita de hoje. Estavam tão bonitos que se pudesse tinha trazido todos os que lá havia para casa.

Eu adoro grelos. Para ser sincera, adoro todos os crucíferos (vegetais com folha) no geral. Mas os grelos têm um lugar especial no meu coração. Sou completamente fascinada (e viciada) por estes molhos de grelos, seja qual for a sua variedade. 

Chegada a casa, já em cima da hora do almoço, eis que chega a outra parte que mais gosto. Cozinhar os legumes super frescos que acabei de comprar. Claro está que peguei logo num molho de grelos, sem pensar duas vezes. Fiz estas Migas de Grelos e Feijão Frade (que já tinha cozido noutro dia e que estava pronto a usar) e acompanhei com uma boa salada de Alface, Rúcula, Cebolinhas (tão saborosas e macias!), Tomate e Pepino.



Migas de Grelos e Feijão Frade
(Serve 2 a 4 pessoas)
Tempo de preparação: 30 minutos

Ingredientes
1 molho de Grelos biológicos
300 gramas de Feijão Frade, previamente cozido
3 fatias de Pão rústico, cortadas em pedaços pequenos
4 dentes de Alho grandes, em fatias finas
Azeite Extra Virgem biológico
Pimenta Preta, moída na hora
Uma pitada de Sal Marinho grosso


Preparação:

Coza o feijão frade, escorra-o e reserve.

Lave o molho de grelos e leve-os a cozer em água abundante com uma pitada de sal marinho grosso. 
Depois de cozidos, escorra bem a água e reserve.

Num tacho, aqueça um fio de azeite e junte o alho. Deixe refogar ligeiramente com o lume baixo.

Adicione os pedaços de pão e o feijão frade e, com o lume baixo, salteie mais um pouco.

Por fim, junte os grelos cozidos, regue com mais um fio de azeite e mexa, envolvendo tudo muito bem.

Tempere a gosto com pimenta preta moída na hora.

Está pronto!


Nota:
Servi este prato acompanhado com uma salada de alface, rúcula, tomate, pepino e cebolinha, temperada com uma pitada de sal marinho grosso, limão e um pequeno fio de azeite.

Detoxing | Balanço final + Sumos VS Smoothies



O meu mês de detox já está a chegar ao fim, e faço agora um balanço final sobre a experiência.

Primeiro vamos à balança. O meu objetivo com este plano detox de quatro semanas não era emagrecer, mas sim eliminar toxinas. No fundo, queria fazer um restart ao meu organismo. Já tinha o meu peso ideal, pelo que tentei ao longo do mês manter o peso, sabendo no entanto que seria provável que perdesse um ou dois quilos. E foi o que aconteceu.

Optei também por um detox simples, sem grandes privações. Ou seja, não me alimentei única e exclusivamente à base de líquidos, como expliquei aqui. No entanto, os sumos e smoothies são imprescindíveis no processo de desintoxicação do organismo, e é sobre eles que vou falar neste post. E o melhor, é que os podemos fazer com tudo o que tivermos "à mão", evitando desta forma os desperdícios.

E agora, qual a diferença entre um SUMO e um SMOOTHIE? Tudo se resume à forma como o preparamos...


Sumo vs Smoothie

Temos um sumo quando a polpa é extraída do fruto ou vegetal. Neste caso, a fibra não é aproveitada. Isto acontece quando usamos uma centrifugadora (imagem em baixo), cujo depósito vai reter os "restos" dos alimentos utilizados: a fibra.
Usar uma centrifugadora é muito prático. Basta pegarmos no que nos apetecer, colocar dentro da máquina, e...temos sumo! E o melhor é que não é necessário descascarmos os frutos/vegetais de casca menos rija, como maçãs, pêras, pepinos, tomates, entre outros. Esta máquina é ótima também para aqueles frutos/vegetais mais difíceis de triturar e converter num sumo decente. Experimentem colocar beterrabas ou cenouras, por exemplo, e maravilhem-se com a delicadeza do sumo que é feito em 2 segundos, sem necessidade de adicionar água ou outro líquido. Por este motivo, fazer sumos é fantástico, pois podemos facilmente obter todas as vitaminas e minerais dos alimentos, sem qualquer esforço e de forma rápida. Adicionalmente, o nosso corpo absorve os nutrientes com a máxima eficiência. Como o corpo não precisa de digerir a fibra, os nutrientes são assimilados numa questão de minutos.

Centrifugadora















































Contrariamente ao sumo, temos um smoothie quando a totalidade do alimento é triturada numa bebida espessa (com mais consistência do que o sumo), usando toda a fruta/vegetal, à exceção da casca e sementes no caso de alguns alimentos. Os smoothies são ótimos na medida que a fibra obtida nos sacia e põe os nossos intestinos a funcionar.

Para os fazer, usamos uma liquidificadora (imagem em baixo). Na grande maioria dos casos, para fazer um smoothie, temos de adicionar algum líquido à liquidificadora, para garantir que os alimentos são bem triturados. Água mineral ou água de côco, sumo de algum fruto (que podemos preparar antecipadamente na centrifugadora) ou leite vegetal são algumas das opções possíveis.

Podemos fazer smoothies puros de fruta, adicionar legumes para uma combinação mais rica ou fazer um batido cremoso, adicionando leite de amêndoas ou de côco, como exemplo.

Liquidificadora


























O nosso corpo precisa das vitaminas, minerais e enzimas que os alimentos crus contém.
Se não obtivermos o suficiente na nossa dieta, a nossa reserva torna-se fraca, deixando-nos mais suscetíveis a doenças. É por isso de extrema importância incluir diariamente alimentos crus na nossa dieta. E é aqui que os sumos e smoothies entram, por serem uma forma rápida, prática e saborosa de incluir frutas e vegetais crus na nossa alimentação. Esta é também uma excelente opção para quem não gosta ou não consome com frequência vegetais. Não gosta de brócolos? Junte-os a um sumo ou smoothie com os seus frutos preferidos e algumas ervas aromáticas, e vai ver que nem dá pela sua presença!

Uma nota importante... Podem usar a centrifugadora para fazer sumo de qualquer alimento exceto bananas, mangas, abacate e papaia. Frutos com muito amido devem ser usados na liquidificadora e não na centrifugadora. Para confirmarem, leiam as instruções da vossa máquina, que refere de certeza estas exceções.

Para finalizar, existem também vários superalimentos que pode adicionar aos seus sumos e smoothies para aumentar a ingestão de nutrientes, como a spirulina, clorela, açaí, bagas goji, bagas inca, sementes de chia, sementes de cânhamo, entre outros. Pode encontrar estes superalimentos na Iswari SuperFoods Portugal, ou em lojas especializadas como o Celeiro.

Hoje trago-vos um sumo para experimentarem em casa, que fiz durante este mês de detox.
Para a próxima trago-vos um smoothie, para verem a diferença entre ambos.


Spicy and Aromatic Red Detox Juice


































(Serve 2 pessoas)
Tempo de preparação: 5 minutos


Ingredientes 
3 Beterrabas
1 Limão
4 Cenouras
1 Maçã
1 Pêra
1 mão cheia de Morangos
1 pedaço de Gengibre fresco
2 talos de Aipo (com folhas)
6 folhas grandes de Alface
Salsa e Coentros, a gosto
Sementes de Chia, a gosto


Preparação:

Descascar as beterrabas, o limão, as cenouras e o pedaço de gengibre.

Triturar todos os ingredientes numa centrifugadora (não é necessário cortar, coloque na máquina os ingredientes inteiros).

No fim, mexer e polvilhar com sementes de chia. Servir de imediato.











Bio.Eco.Vegan. #2 {Base para o rosto avril}



Hoje trago-vos mais um produto para a rubrica #bioecovegan.

Experimentei esta base para o rosto da avril pela primeira vez há um mês atrás, e confesso que fiquei rendida. Não sou mulher de muita maquilhagem, mas de vez quando lá dou uso aos pincéis e ao estojo de maquilhagem que anda aqui por casa.
Gosto de maquilhagem simples e em tons naturais, e opto sempre por produtos sem químicos nocivos para a pele, que não tenham sido testados em animais e que não tenham ingredientes de origem animal. Preferencialmente, uso maquilhagem biológica.


Assim que descobri esta base, verifiquei que não era certificada pela Vegan Society. Acedi então ao site da marca, para mais informações.

Descobri que:
  • Todos os produtos são certificados pela Ecocert;
  • Todas as embalagens são biodegradáveis ou recicláveis;
  • Os produtos são livres de OGM, parabenos, fenoxietanol, nanopartículas, silício, PEG, perfumes e corantes sintéticos e ingredientes de origem animal (com exceção do leite e do mel em alguns produtos, mas verifiquei que não constavam na lista de ingredientes da base para o rosto);
  • Não testam em animais;
  • Os seus produtos contém um mínimo de 95% de ingredientes de origem natural e pelo menos 10% são provenientes de agricultura biológica.
Finda a pesquisa, e com a garantia de que a base se encontrava dentro dos meus três princípios de escolha, fiz a encomenda através do Escolhas Biológicas.

No site, têm disponíveis três tons desta base: clair, nude e doré. Optei pela nude, por ser indicada para tons de pele médios, que é o meu caso.




Esta é uma base biológica que garante um tom uniforme à pele, ao mesmo tempo que a deixa respirar.
A tez fica iluminada e unificada com um resultado 100% natural. É ainda enriquecida com óleo de jojoba biológico que nutre e hidrata a pele.

Elaborado com 98,97% de ingredientes naturais e com 12,47% de ingredientes provenientes de agricultura biológica, este produto é certificado pela Ecocert Greenlife e fabricado em França.


O resultado final foi de encontro às minhas expectativas. Uma base suave e hidratante, que deixa a minha pele uniforme e com o aspeto natural que pretendia.

Para encomendarem esta base da avril, cliquem aqui.

Nota: 
Não se esqueçam de escolher o tom da base que melhor se aplique ao tom da vossa pele.